“Você precisa fazer yoga”, foi a frase que ouvi algumas vezes na minha vida, ou a variação dela: “você já fez yoga?”. Não, eu nunca tinha feito. Tinha um feeling de que gostaria do negócio, mas nunca rolou.

Em 2007, aos 23 anos, fui ser babá nos Estados Unidos e a família que me empregava e hospedava fez a matrícula em uma academia que, por coincidência, tinha aulas de yoga. Veja bem, minha única preocupação em fazer academia naquele momento era não virar uma bola, mas a vida me deu um plus: me deu aulas de yoga! Lembro de respirar tudo errado e de olhar pro lado toda hora pra ter certeza que eu estava entendendo o que a professora falava. Era um misto de engraçado e bizarro. Mas eu fui uma, duas, três, quatro e quando me dei conta, já estava assídua nas práticas. Aquilo começou a mexer comigo.

Fiquei um bom tempo sem e voltei em 2010, de novo em uma academia. A vida de profissional como repórter era legal, era tudo que eu queria, mas eu sempre precisava das aulas de yoga pra poder respirar, pra me sentir melhor. E assim eu ia seguindo… até que por questões profissionais do marido fui morar em Curitiba e larguei o sonho da redação e as aulas de yoga perto do trabalho.

Em terras paranaenses eu continuei lidando com moda e beleza – minhas áreas prediletas no jornalismo – mas dessa vez como Consultora de Imagem, dessa vez trabalhando diretamente na auto-estima das mulheres que me contratavam. Foi breve, mas foi lindo!

Então veio a gravidez, o Theo, as noites sem dormir, a solidão, as muitas lágrimas, os sorrisos, os gritos, a depressão. É difícil admitir, mas foi como estar num buraco fundo e escuro, mesmo tendo ao meu lado um raiozinho de sol frágil, pequeno e que precisava de mim.

No meio da turbulência, mais uma transferência: Florianópolis. E junto veio o yoga, dessa vez pra ficar, dessa vez pra transformar, dessa vez pra arrebatar! No YogaShala encontrava todos os dias o meu momento, encontrava a Carla que morava dentro daquela mãe, mulher, menina… Encontrava a minha essência de amor e luz.

Dali veio a vontade de estudar mais, conhecer mais. No Haha Vinyasa Yoga me sentia em casa e quando conheci a Camila Reitz, minha professora e inspiração, tudo fez sentido.

Sempre repito o que ouvi a Camila dizer uma vez: “eu faço yoga porque preciso”, porque o yoga me resgatou, me tirou do fundo daquele buraco escuro, me colocou em contato comigo mesma.

E foi dessa experiência profunda que nasceu a Casa Mandalla!